
Erevan, 04 mai 2026 (Lusa) — O presidente do Conselho Europeu, António Costa, prometeu hoje apoio contínuo à Ucrânia até uma “paz justa e sustentável”, quando a União Europeia (UE) finaliza um empréstimo de 90 mil milhões de euros.
“Continuaremos a apoiar todos os esforços para uma paz justa e sustentável, incluindo o reforço da nossa pressão sobre a Rússia”, escreveu António Costa, numa publicação na rede social X.
No dia em que copreside à cimeira da Comunidade Política Europeia (CPE) na capital arménia, Erevan, o antigo primeiro-ministro português vincou que “o futuro da Ucrânia está na UE”, pelo que o bloco comunitário “continuará a trabalhar [com Kiev] para atingir esse objetivo”.
Na publicação, António Costa deu conta de uma reunião à porta fechada com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro ministro-ministro britânico, Keir Starmer, à margem da CPE “para fazer o balanço das diferentes linhas de trabalho sobre a Ucrânia”.
Keir Starmer deverá anunciar hoje negociações com a União Europeia para aderir à iniciativa de empréstimo à Ucrânia de 90 mil milhões de euros.
Também através do X, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, vincou que “as necessidades da Ucrânia continuam tão urgentes como sempre”.
“O nosso empréstimo de 90 mil milhões de euros está a proporcionar financiamento vital para as necessidades orçamentais e de defesa”, assinalou.
Além disso, “estamos a integrar as nossas indústrias de defesa” e “a investir na produção de drones [veículos pilotados remotamente] da Ucrânia”, adiantou Ursula von der Leyen.
Já na chegada à cimeira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recordou que, “há pouco mais de uma semana, cerca de 90 mil milhões foram desbloqueados” no Conselho da UE.
“Isto é muito importante para o apoio e para reforçar a Ucrânia. Agora vamos falar sobre quando podemos receber esse dinheiro para fortalecer o nosso povo”, adiantou o responsável.
A Ucrânia vai receber um empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros após o Conselho da União Europeia dar aval final, a 23 de abril passado, a este apoio.
O aval foi possível após mudanças políticas na Hungria, que permitiram o levantamento do veto húngaro e eslovaco.
A capital da Arménia, Erevan, recebe hoje uma cimeira da Comunidade Política Europeia (CPE) para debater a estabilidade do continente face às tensões geopolíticas mundiais sob o lema “Construir o futuro: unidade e estabilidade na Europa”.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, não participará por motivos de agenda, ao contrário do anteriormente previsto.
Da lista oficial de participantes, que são mais de 40, contam 14 dos 27 chefes de Estado e de Governo europeus, incluindo o Presidente francês, Emmanuel Macron, que impulsionou a criação da CPE.
Presente está também o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o Vice-Presidente da Turquia, Cevdet Yilmaz, para quem foi feita uma exceção embora não sejam permitidas substituições de líderes.
A cimeira será, ainda assim, dominada pelo contexto internacional, dado que a UE quer manifestar o seu apoio contínuo à Ucrânia face à invasão russa e que o conflito no Médio Oriente continua a ter implicações, sobretudo ao nível energético.
Quanto ao Cáucaso do Sul, a estratégia da UE passa por dar apoio para reduzir a dependência destes países em relação à Rússia.
A Comunidade Política Europeia é uma plataforma de diálogo e cooperação que junta países da UE e vários Estados vizinhos do continente, criada em 2022, em contexto de invasão russa da Ucrânia.
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