
Maputo, 30 abr 2026 (Lusa) – O Presidente moçambicano considerou hoje motivo de “orgulho nacional” a distinção da Paulina Chiziane como melhor escritora de África de 2026 no African Award, em Angola, destacando uma trajetória marcada pelo compromisso com a afirmação da cultura africana.
“Este reconhecimento ora atribuído constitui motivo de orgulho para todo o povo moçambicano, ao distinguir uma trajetória literária marcada pela autenticidade, coragem e profundo compromisso com a afirmação da cultura africana”, disse Daniel Chapo, citado num comunicado da Presidência.
A escritora moçambicana Paulina Chiziane, vencedora do Prémio Camões 2021, foi distinguida na terça-feira como “Melhor Escritora de África de 2026”, no African Award — Creators and Directors Excellence 2026, em Luanda, capital de Angola.
Na mensagem de felicitação, Chapo elogiou o contributo de Paulina Chiziane na projeção de Moçambique no panorama literário internacional, sublinhando o impacto da obra na sociedade e ressaltando o papel na promoção da reflexão social e na inspiração de novas gerações.
“A sua obra continua a inspirar gerações, contribuindo para o fortalecimento da consciência coletiva e para a valorização das nossas raízes culturais no contexto global”, disse o Presidente moçambicano.
Paulina Chiziane nasceu em Manjacaze, sul de Moçamnbique, em 1955, e é autora de diversas obras, tendo publicado o seu primeiro romance, “Balada de Amor ao Vento”, em 1990, considerado o primeiro romance publicado de uma mulher moçambicana.
“Ventos do Apocalipse”, concluído em 1991, saiu em Maputo, em 1993, como edição da autora e foi publicado em Portugal, pela Caminho, em 1999, antecedendo “Balada de Amor ao Vento”, em Portugal, pela mesma editora, em 2003.
A Caminho possui os títulos da autora publicados em Portugal: “Sétimo Juramento” (2000), “Niketche: Uma História de Poligamia” (2002), “O Alegre Canto da Perdiz” (2008).
Da sua obra fazem igualmente parte “As Andorinhas” (2009), “Na mão de Deus” e “Por Quem Vibram os Tambores do Além” (2013), “Ngoma Yethu: O curandeiro e o Novo Testamento” (2015), “O Canto dos Escravos” (2017), “O Curandeiro e o Novo Testamento” (2018).
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