Sobe para 21 número de mortos em ataque bombista na Colômbia

Bogotá, 27 abr 2026 (Lusa) — As autoridades colombianas elevaram hoje para 21 os mortos no atentado bombista numa autoestrada, num fim de semana em que foram registados pelo menos 31 ataques de um grupo guerrilheiro no sudoeste do país.

No ataque na autoestrada Pan-Americana, que liga as cidades de Cali e Popayán, no distrito do Cauca, ocorrido no sábado, ficaram ainda feridas 56 pessoas, disse o ministro da Defesa colombiano, Pedro Sanchez, à rádio local.

O último balanço dava conta de 19 mortos e 38 feridos, de acordo com as autoridades colombianas.

No total, desde sexta-feira, foram registadas 31 ações dos guerrilheiros em três departamentos vizinhos, disse uma porta-voz das forças armadas à agência de notícias France-Presse.

Os ataques são atribuídos às principais forças dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que não assinaram o acordo de paz de 2016 e estão a semear terror no país, sob a liderança de Iván Mordisco, o criminoso mais procurado da Colômbia.

A “vaga terrorista” é uma resposta às operações militares na região, disse Sanchez, descrevendo esta guerra de guerrilha como “crimes de guerra” financiados principalmente pelo tráfico de cocaína.

Cauca, que possui vastas extensões de cultivo ilícito de coca, é uma das regiões mais alvo da ofensiva guerrilheira na preparação para as eleições gerais de 31 de maio.

Em 2025, ataques contra forças de segurança na região resultaram em vítimas civis, na pior onda de violência a que o país assistiu na última década.

No sábado, o ministro da Defesa colombiano garantiu que a presença militar e policial vai ser reforçada na zona.

Esta última vaga de ataques agrava o clima de tensão na reta final para as eleições presidenciais de 31 de maio, em que a segurança tem sido uma questão central desde o homicídio do candidato de direita Miguel Uribe, morto a tiro num comício em junho de 2025.

Gustavo Petro, o primeiro Presidente de esquerda da história da Colômbia, eleito em 2022, vai deixar o cargo depois do escrutínio.

JH // EJ

Lusa/Fim