
Nicósia, 24 abr 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro avisou hoje que Portugal manifestará “uma oposição firme e fundamentada” ao próximo orçamento da UE se desrespeitar os princÃpios da polÃtica de coesão, pedindo que não se interrompa o caminho de convergência percorrido pelo paÃs.
“Qualquer perspetiva que possa consagrar um desrespeito por esse princÃpio [da polÃtica de coesão], terá a nossa oposição firme e fundamentada. Não estamos aqui a reclamar nem a pedinchar nada, estamos aqui a ser parte ativa de um processo de afirmação do bloco”, afirmou LuÃs Montenegro em declarações aos jornalistas à margem da cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Chipre, onde se discutiu esta manhã o próximo orçamento comunitário, para o perÃodo entre 2028 e 2034.
O primeiro-ministro referiu que, durante a cimeira, avisou os restantes lÃderes que não se deve “descurar a polÃtica de coesão” e “interromper um caminho de convergência” que tem vindo a ser perseguido por paÃses, como Portugal, que beneficiam dos fundos de coesão.
Montenegro salientou que Portugal tem hoje um crescimento económico “que supera a média da UE e da zona euro”, tem um “desempenho financeiro que está entre os cinco melhores” Estados-membros e um “percurso de diminuição da dÃvida pública absolutamente notável”.
“Portanto, não há nenhuma razão para que não tenhamos os recursos que, ao nÃvel da coesão, asseguram uma Europa para as pessoas, a olhar para o território e para a dimensão social do trabalho da UE, mas sobretudo a olhar para aquilo que é a igualdade de oportunidades no âmbito do mercado único”, afirmou.
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