Curador Raphael Fonseca é novo programador de artes visuais da Culturgest

Lisboa, 21 abr 2026 (Lusa) – O curador e historiador de arte Raphael Fonseca é o novo programador de artes visuais da Culturgest, a partir de maio, na sequência de um concurso lançado para o cargo, anunciou hoje a instituição, em comunicado.

Raphael Fonseca, nascido no Rio de Janeiro, em 1988, transita do Museu de Arte de Denver, nos Estados Unidos, onde integrava a equipa desde 2021 como curador e chefe do Departamento de Arte Latino-Americana Moderna e Contemporânea.

O novo responsável pela programação de artes visuais da Culturgest sucede a Bruno Marchand, que assumiu, em março deste ano, a função de diretor-adjunto do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa.

Curador e investigador cuja prática se desenvolve na intersecção entre curadoria, história da arte, crítica e educação, Raphael Fonseca é doutorado em Crítica e História da Arte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), possui um mestrado em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e licenciatura em História da Arte pela UERJ.

Entre 2016 e 2019, trabalhou como curador do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Brasil, indicam os dados biográficos da Culturgest.

Atualmente, é também curador do Pavilhão de Taiwan na Bienal de Veneza de 2026, cocurador da 3.ª Trienal Counterpublic, a decorrer em St. Louis (EUA), e um dos responsáveis pela organização do festival Sequences, que decorrerá em 2027, em Reiquiavique, na Islândia.

Fonseca é um dos curadores da exposição “May I Help You? Posso Ajudar?”, inaugurada recentemente no Museu de Arte Contemporânea/Centro Cultural de Belém (MAC/CCB), em Lisboa, em colaboração com Nuria Enguita, diretora do museu, e Marta Mestre.

Entre os seus projetos mais recentes, foi curador-chefe de “Estalo”, a 14.ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, Brasil, 2025), “Lúcido Devaneio” (Galeria Municipal do Porto, 2025), “Fullgás: artes visuais e anos 1980 no Brasil” (Centro Cultural Brasil, 2024-2025).

No seu percurso, tem vindo a colaborar com instituições no Brasil, como o Museu de Arte do Rio, em Portugal, o Centro Internacional de Artes José de Guimarães, a Fundação Bienal de Cerveira e o Hangar, na Alemanha, com a Haus der Kunst em Munique, em Singapura, o Institute of Contemporary Arts, e nos Países Baixos, o Framer Framed de Amesterdão.

Pelo terceiro ano consecutivo (2023, 2024 e 2025), foi incluído na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo no campo das artes visuais, pela revista ArtReview, refere ainda a Culturgest, no comunicado.

De acordo com instituição, até ao final de 2026, a programação de artes visuais do espaço expositivo ainda é assinada por Bruno Marchand, finalizando um ciclo curatorial iniciado em 2020.

AG // TDI

Lusa/Fim