
Gaza, 16 abr 2026 (Lusa) – Cerca de cinco mil pessoas manifestaram-se hoje na Faixa de Gaza para recordar 9.400 palestinianos detidos nas prisões e instalações militares israelitas, coincidindo com o Dia Internacional do Prisioneiro Palestiniano.
Segundo a agência espanhola EFE, o porta-voz do Hamas, Hazem Qasem, disse durante um protesto na capital do enclave palestiniano que a destruição provocada pela guerra de Israel contra o movimento islamita Hamas não vai eliminar “Gaza da equação do conflito”.
Hazem Qasem afirmou ainda que “apesar de todo o sofrimento: os assassínios, o cerco, a fome e a destruição — Gaza mantém-se firme”
Cerca de 500 pessoas juntaram-se frente à delegação do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na cidade de Gaza entoando palavras de ordem a favor da liberdade e contra a pena de morte, aprovada pelo Parlamento israelita em março, para aqueles que “cometam assassinatos considerados por Israel como atos de terrorismo”.
No total, os organizadores disseram que mais de cinco mil pessoas se manifestaram em vários pontos da Faixa de Gaza.
Em comunicado, o grupo islâmico Hamas destacou que o Dia do Prisioneiro Palestiniano foi assinalado hoje em “circunstâncias perigosas” para os prisioneiros, “devido à fome, aos abusos e à tortura sistemática”.
O Hamas referiu-se a dados recolhidos e denunciados pela organização não governamental israelita B’Tselem.
Em março, 9.446 palestinianos estavam detidos em centros de detenção israelitas, segundo dados do Serviço Prisional de Israel.
Do total de presos palestinianos, 4.691 não tinham recebido uma acusação formal, data de julgamento ou acusação.
Desde 07 outubro de 2023, data do ataque do Hamas contra Israel, morreram “cerca de cem palestinianos” nas prisões e centros de detenção militar israelitas, segundo dados obtidos em janeiro pela organização Médicos pelos Direitos Humanos – Israel (PHRI).
Em muitos casos, de acordo com a mesma organização não governamental, as mortes “parecem” ter sido resultado direto de atos de tortura, negligência médica e privação de alimentos.
PSP // APN
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