
Moscovo, 15 abr 2026 (Lusa) — O Ministério da Defesa da Rússia acusou hoje os países europeus de provocarem uma escalada “drástica” do conflito ao aumentarem o fornecimento de drones à Ucrânia.
Em comunicado, o ministério defendeu que os líderes europeus estão a “arrastar cada vez mais os seus países para a guerra com a Rússia”, ao reforçarem a produção e entrega de veículos aéreos não tripulados a Kiev.
Segundo Moscovo, foi decidido em março aumentar significativamente o financiamento a empresas ucranianas e a ‘joint ventures’ na Europa para a produção de drones de ataque e respetivos componentes.
Na mesma nota informativa, o Governo russo classificou esta estratégia como uma medida deliberada que poderá intensificar a situação político-militar em toda a Europa e transformar os países envolvidos numa retaguarda estratégica da Ucrânia.
O Ministério da Defesa russo alertou ainda para “consequências imprevisíveis” decorrentes desta decisão.
As autoridades russas divulgaram também uma lista de cidades onde operam empresas ligadas à produção de drones para a Ucrânia, incluindo localidades no Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Letónia, Lituânia, Países Baixos, Polónia e República Checa.
Além disso, as autoridades russas informaram que empresas estrangeiras que fabricam componentes para as forças ucranianas operam também em países como Espanha, Itália, Israel e Turquia.
A nota da Defesa russa surge no mesmo dia em que o Reino Unido anunciou o maior fornecimento de drones para a Ucrânia, composto por mais de 120.000 unidades.
Na terça-feira, Kiev celebrou acordos para a produção destas aeronaves não tripuladas com Berlim e Oslo.
A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.
Os aliados de Kiev também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.
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