Papa/Angola: Icolo e Bengo estabelece medidas obrigatórias no acesso ao santuário

Luanda, 13 abr 2026 (Lusa) — O governo da província angolana do Icolo e Bengo anunciou medidas restritivas e preventivas “de caráter obrigatório” de acesso ao Santuário da Muxima, onde o Papa Leão XIV vai presidir a uma missa campal em 19 de abril.

Em comunicado divulgado hoje, as autoridades de Icolo e Bengo justificam as medidas com a necessidade de se assegurar a ordem pública e a proteção dos cidadãos e visitantes ao Santuário da Muxima, município da Quiçama.

O controlo de velocidade rodoviária, do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e do uso do rio Kwanza (junto ao santuário), assim como restrições ao porte de objetos perfurantes e cortantes estão entre as medidas anunciadas hoje.

Leão XIV, que iniciou hoje na Argélia a primeira viagem do pontificado a África, vai visitar Angola entre 18 e 21 de abril, cujo itinerário prevê encontros com as autoridades governativas, religiosas e sociedade civil, missas no Kilamba (Luanda) e no Santuário da Muxima (Icolo e Bengo), bem como uma deslocação a Saurimo, Lunda Sul.

Segundo o governo de Icolo e Bengo, as medidas anunciadas têm por objetivo garantir a segurança e integridade física dos participantes na missa no santuário de devoção católica — localizado a cerca de 130 quilómetros do centro de Luanda — e prevenir acidentes e situações de risco.

Recomenda-se igualmente aos peregrinos ao uso de capas de chuva, botas e guarda-chuva de modo a garantir maior conforto, segurança e prevenção de eventuais riscos associados à exposição prolongada de chuva, tendo em conta a época chuvosa.

As autoridades advertem ainda que o incumprimento das referidas medidas “poderá implicar medidas disciplinares e legais”.

Segundo a Igreja Católica angolana, Leão XIV visita o país lusófono africano como “Peregrino da Esperança, Reconciliação e Paz”.

Angola vai receber o terceiro Papa, depois das visitas de João Paulo II em 1992 e de Bento XVI em 2009.

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