
Lisboa, 09 abr 2026 (Lusa) — Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,7% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a crescer 8,2% e os materiais a avançarem 1,7%, segundo uma estimativa hoje divulgada pelo INE.
Em fevereiro, a variação homóloga do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) alcançou os 4,7%, uma taxa superior em 0,9 pontos percentuais (p.p.) face à observada em janeiro e que compara com a de 3,2% no mesmo mês do ano passado.
Os dados foram hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e registam que em fevereiro os preços dos materiais cresceram 1,7%, contra 0,7% em janeiro, e os custos com mão-de-obra 8,2%, contra 7,5% no mês anterior.
A mão-de-obra foi o elemento que mais pesou na composição do índice homólogo, sendo responsável por um contributo de 3,8 p.p. para a variação. Já o custo com materiais pesou 0,9 pontos percentuais.
De acordo com o INE, entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço estão os vidros e espelhos, que subiram cerca de 20%, fio de cobre nu e azulejos e mosaicos, com subidas de 15% acima do período homólogo.
Em sentido contrário, os betumes desceram 20% e os materiais de revestimento, isolamentos e impermeabilização baixaram cerca de 10%.
Numa análise em cadeia, a taxa de variação mensal do ICCHN foi de 1,0% em fevereiro, mais 0,1 pontos percentuais do que no mês anterior e 0,8 p.p. acima de fevereiro do ano passado.
Para a variação mensal, a mão-de-obra contribuiu com 0,2 p.p. e o preço dos materiais 0,8 p.p.
O INE reviu ainda em alta as variações do índice em janeiro e em dezembro de 2025, ambos em 0,1 p.p. para, respetivamente, 3,8% e 4,0%.
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