Museu Soares dos Reis no Porto desenvolve projeto para se tornar acessível

Porto, 08 abr 2026 (Lusa) — O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), no Porto, está a desenvolver um projeto para tornar o espaço inclusivo, eliminando barreiras físicas, sensoriais e de comunicação, para que todas as pessoas possam usufruí-lo, contou hoje o diretor.

Em declarações à Lusa, António Ponte explicou que o projeto, que está a ser desenvolvido por uma equipa do museu e uma empresa privada de consultoria, visa identificar quais as medidas práticas a desenvolver para garantir que todos os públicos, independentemente das suas capacidades físicas, sensoriais, intelectuais ou culturais, possam aceder, compreender e usufruir plenamente dos espaços, coleções e conteúdos do museu.

“Nós queremos que o projeto analise o museu na totalidade e crie uma resposta integrada para todas as áreas de intervenção na área da acessibilidade”, explicou.

António Ponte disse que o projeto vai definir quais as medidas práticas que, ao nível da acessibilidade, vai ser preciso adotar, salientando que o museu já tem elevadores e rampas.

“Agora, porque é que nós quisemos desenvolver o projeto desta forma? Precisamente para termos um projeto integrado da acessibilidade e não ser uma coisa que dá respostas soltas e desarticuladas”, frisou.

O objetivo deste projeto, com mecenato da Fundação Millennium bcp e apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo — Amigos do MNSR, é que o museu comece a “dar passos” para se tornar totalmente acessível a partir de 2027.

“O que nós estamos a começar a fazer é um projeto que vai adaptar o museu a todas as necessidades”, reforçou.

Além de querer tornar o museu acessível, com as adaptações necessárias na estrutura, nas exposições de longa duração e temporárias e na comunicação com o exterior, António Ponte ressalvou que o projeto pretende, igualmente, capacitar a equipa do museu.

“É também essencial desenvolver um programa de formação interna que aborde todas as áreas de trabalho para que toda a equipa do museu esteja consciente da necessidade desta aplicação e, mais do que consciente, esteja habilitada também a dar respostas nas várias áreas de atuação”, apontou.

O diretor do museu lembrou que a acessibilidade vem sendo debatida há muitos anos e que começou por ser uma questão física, mas hoje é muito mais do que isso.

A acessibilidade em museus e instituições de fruição cultural desempenha um papel essencial na construção de sociedades mais justas, participativas e democráticas, considerou.

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