
Beirute, 08 abr 2026 (Lusa) – O Presidente libanês, Joseph Aoun, congratulou-se hoje com a trégua de duas semanas entre o Irão e os Estados Unidos e afirmou que o seu país está a trabalhar para ser incluído no processo de paz regional.
“O Presidente enfatizou os esforços contínuos do Estado libanês para garantir a inclusão do Líbano no processo de paz regional de forma estável e duradoura”, afirmou a presidência libanesa, em comunicado hoje divulgado.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, Trump aceitou, na terça-feira à noite, suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num “cessar-fogo bilateral”, e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz “viável”.
O acordo, confirmado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, pretende possibilitar negociações para um acordo de paz que, segundo as autoridades iranianas, terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que liderou a mediação deste acordo, disse que o cessar-fogo incluía o Líbano, mas o seu homólogo israelita, Benjamin Netanyahu, rejeitou essa possibilidade e manteve os seus ataques aéreos contra o país vizinho.
O cessar-fogo declarado entre os Estados Unidos e o Irão exclui o Líbano, onde “a batalha continua” contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão, afirmou hoje o Exército israelita.
“O cessar-fogo não se aplica ao Líbano”, sublinhou o porta-voz em árabe do Exército israelita, Avichay Adraee, numa mensagem publicada nas redes sociais.
Apesar de o Presidente francês, Emmanuel Macron, ter apelado a que o Líbano seja incluído no acordo, o porta-voz israelita do Exército israelita avisou, hoje de manhã, que a população residente na zona ao sul do rio Zahrani, que fica a cerca de 40 quilómetros a norte da fronteira com Israel, deve deixar a região já que os ataques vão manter-se.
De acordo com dados avançados na terça-feira pelo Ministério da Saúde do Líbano, os ataques aéreos israelitas no país já mataram 1.530 pessoas desde o início da guerra contra o Hezbollah, a 02 de março, incluindo 130 crianças.
Além das vítimas mortais, o ministério libanês referiu haver 4.812 feridos e mais de 1,2 milhões de pessoas deslocadas internamente.
A “guerra de grande escala” iniciada por Israel no seu país vizinho é explicada pelo Governo israelita com a necessidade de desarmar e eliminar o Hezbollah, na sequência do ataque do movimento xiita a Israel em retaliação pela morte do líder supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei.
PMC (CRS)// APN
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