
Pequim, 07 abr 2026 (Lusa) — A China vai continuar a limitar praticamente a metade o aumento no preço dos combustíveis a partir desta meia-noite, prolongando as medidas anunciadas em março para tentar atenuar o impacto da subida do preço do petróleo.
Segundo indicou hoje num comunicado a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR, principal órgão de planeamento económico do país), os preços da gasolina subirão 420 yuan (52,95 euros) por tonelada, quando deveriam subir 800 yuan (100,86 euros), na sequência das “consideráveis” flutuações no mercado.
O preço do gasóleo subirá 400 yuan (50,43 euros) por tonelada, em vez dos 770 yuan (97,07 euros) do cálculo padrão.
“Para mitigar o impacto dos preços internacionais crescentes do petróleo bruto no mercado nacional, o Governo continua a aplicar medidas de controlo sobre os preços dos derivados do petróleo”, indica a instituição no seu portal.
A 23 de março, a CNRD anunciou que limitaria os aumentos a 1.160 e 1.115 yuan (146,24 e 140,57 euros) para a gasolina e o gasóleo, em vez dos 2.205 e 2.120 yuan (277,99 e 267,27 euros) que teria de aplicar face à escala do preço do petróleo.
No comunicado de hoje, o responsável pelo planeamento económico exige que as grandes petrolíferas estatais “organizem a produção e o transporte” de produtos refinados para “garantir o abastecimento estável” e insta-as a “aplicar rigorosamente” os referidos controlos de preços.
O comunicado adverte de “penas severas” contra quem infringir estas medidas e pede a todas as autoridades do país que “reforcem a supervisão e a inspeção do mercado”.
Perante o bloqueio “de facto” do estreito de Ormuz, por onde passa 45% do petróleo que importa, a China registou um dos maiores aumentos recentes nos preços dos combustíveis, o que levou os reguladores a intervir para limitar o seu impacto sobre os cidadãos.
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