Défice comercial moçambicano volta a agravar-se até final de setembro

Maputo, 01 abr 2026 (Lusa) – O défice da balança comercial moçambicana voltou a agravar-se após o terceiro trimestre de 2025, em 41%, continuando a ser influenciado pelos Grandes Projetos, sobretudo de extração mineira e gás, segundo dados oficiais.

De acordo com um relatório do Banco de Moçambique sobre a balança de pagamentos, com dados fechados ao terceiro trimestre do ano passado, o saldo deficitário da conta de bens ascendeu nesse período a 390 milhões de dólares (339,2 milhões de euros), contra 267 milhões de dólares (232,2 milhões de euros) um ano antes.

Este aumento do défice, explica-se no documento, “deveu-se, essencialmente, à queda das exportações de bens”, em 7,6%, no valor de 470 milhões de dólares (408,9 milhões de euros), mas com destaque para a redução de 295 milhões de dólares (256,6 milhões de euros) nos produtos vendidos ao exterior pelos GP.

“Importa referir que este comportamento ocorreu num contexto em que as importações também registaram uma contração de cerca de 6%”, aponta-se ainda.

Globalmente, as exportações de bens por Moçambique até ao terceiro trimestre caíram para 5.709 milhões de dólares (4.966 milhões de euros) – sendo cerca de 20% compradas pela Índia -, contra 6.178 milhões de dólares (5.374 milhões de euros) um ano antes.

Já as importações recuaram neste período para 6.099 milhões de dólares (5.306 milhões de euros) — 27% compradas à África do sul -, face aos 6.455 milhões de dólares (5.615 milhões de euros) no terceiro trimestre de 2024.

Excluindo as importações e exportações dos GP, o défice da conta de bens caiu para metade, para 2.081 milhões de dólares (1.810 milhões de euros) no final de setembro, segundo o mesmo relatório.

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