
Pemba, Moçambique, 31 mar 2026 (Lusa) – Populares de Mandela, província moçambicana de Cabo Delgado, relataram hoje que encontraram restos humanos de três supostos terroristas perto de um rio no distrito de Muidumbe.
Segundo as fontes, trata-se de ossadas de três pessoas encontradas debaixo de uma árvore, nas margens do rio Nangunha, quando procuravam novas zonas para a caça artesanal, a cerca de 60 quilómetros de Muidumbe.
“Vimos ossadas ali no rio Nangunha, numa sombra”, relatou uma fonte, a partir de Muidumbe.
Os populares suspeitam que as ossadas sejam de um grupo de supostos terroristas abatidos aquando da invasão a aldeia de Mandela, em 2024.
“Quando entraram em Mandela, houve lá fogo cruzado. E muitos deles saíram feridos”, disse outra fonte local.
A província de Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.
A organização ACLED estima que a província moçambicana de Cabo Delgado registou dois eventos violentos nas duas últimas semanas, um envolvendo extremistas do Estado Islâmico, que provocaram 13 mortos, elevando para 6.515 os óbitos desde 2017.
De acordo com o último relatório da organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês), com dados de 09 a 22 de março, dos 2.342 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.172 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).
Estes ataques provocaram em oito anos e meio 6.515 mortos, refere-se neste novo balanço, incluindo as 13 vítimas reportadas neste período de duas semanas, pescadores visados por disparos de militares das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), conforme noticiado anteriormente pela Lusa.
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