
Mais de um ano após o início das tarifas impostas pelos Estados Unidos, várias indústrias canadianas continuam a enfrentar dificuldades significativas. Setores essenciais como o aço, a madeira e os componentes automóveis lidam com taxas elevadas que limitam o acesso ao principal mercado de exportação, os Estados Unidos.
As consequências já são visíveis no emprego e na produção. Em Sault (SU) SANTe Marie, Ontário, a Algoma Steel avançou para o despedimento de cerca de mil trabalhadores, uma decisão acelerada pelo impacto das tarifas. No setor automóvel, a produção de peças registou uma queda de quase 10 por cento num ano.
A situação agrava-se com o aumento das importações. Produtores de outros países, também afetados pelas tarifas norte-americanas, redirecionam os seus produtos para o Canadá, gerando excesso de oferta e pressão sobre os preços internos.
Para responder à crise, empresas do setor da madeira formaram a Canada Wood Products Alliance, solicitando ao governo a introdução de barreiras à concorrência estrangeira. Algumas recorrem ainda a programas públicos de redução de horários, de modo a evitar despedimentos e preservar empregos.
Economistas alertam que a prolongada incerteza está a travar investimentos, comprometendo o crescimento futuro. Sem uma solução para o conflito comercial, os efeitos poderão intensificar-se nos próximos meses, com novos cortes de produção e postos de trabalho.
A guerra comercial entra assim no segundo ano, com efeitos cada vez mais evidentes. Milhares de trabalhadores e empresas enfrentam um futuro incerto, à espera de medidas governamentais que possam aliviar a crise.
