Irão: Governo considera extemporâneo anunciar novas medidas contra crise mas promete resposta para breve

Lisboa, 26 mar 2026 (Lusa) – O Governo considera extemporâneo anunciar novas medidas para combater a subida dos preços, mas promete uma resposta para breve, em função da evolução da situação internacional e do aumento do custo de vida, disse hoje o ministro das Finanças.

Questionado em conferência de imprensa se, dentro das possibilidades admitidas pela diretiva europeia do IVA, admite avaliar alguma medida de alívio de taxas deste imposto sobre o consumo e em que dimensão a política de fiscalidade será utilizada pelo Governo na resposta às crises de aumento do custo de vida dos cidadãos, Joaquim Miranda Sarmento disse que, “para já, é relativamente extemporâneo estar a falar de novas medidas”, mas remeteu uma resposta “a breve trecho”.

“As medidas de apoio às famílias relativamente ao custo de vida estão a ser analisadas, serão decididas ao longo do tempo em função da evolução da situação internacional, da economia e do custo de vida”, respondeu o ministro de Estado e das Finanças.

A avaliação das medidas a tomar está a ser feita “semana a semana”.

A oposição à esquerda tem criticado o executivo de Luís Montenegro (PSD/CDS-PP) na resposta à subida dos preços, fazendo um contraponto com as medidas anunciadas pelo Governo de Espanha (socialista) e hoje a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) tomaram uma posição conjunta, pedindo ao executivo que avance com um pacote eficaz perante o “risco crescente de perda de competitividade da economia portuguesa face a Espanha”.

Numa conferência de imprensa marcada para reagir ao anúncio, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de que terminou o ano de 2025 com um excedente orçamental de 2.058,6 milhões de euros, o equivalente a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB), Joaquim Miranda Sarmento afirmou que o resultado “permite ao Estado ter margem para atuar na resposta às crises das tempestades e agora do Irão”, mas sublinhou que o valor “não tem transposição direta para 2026”.

“Sabemos o impacto muito negativo das tempestades e o custo orçamental que irá ter em 2026”, afirmou, lembrando que neste ano Portugal já se comprometeu com um “reforço de despesa com a Defesa” no âmbito da NATO e que o conflito no Médio Oriente nos preços tem “consequências económicas negativas”.

“Manteremos o equilíbrio das contas públicas e a redução da dívida pública, mas não deixaremos de acudir às necessidades das pessoas e à recuperação da economia”, garantiu, na intervenção inicial, antes de responder aos jornalistas.

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