
Lisboa, 18 mar 2026 (Lusa) — O líder do PS assinalou que os impostos e taxas sobre combustíveis são hoje superiores aos de abril de 2025, quando Luís Montenegro assumiu a governação, desafiando o primeiro-ministro a alargar o desconto no gás de botija.
“As medidas que adotou para o imposto sobre os produtos petrolíferos não cobrem o aumento dos combustíveis em resultado da inflação que resulta da guerra no Médio Oriente. (…) A novidade é esta: hoje os impostos e as taxas sobre os custos com os combustíveis são superiores às taxas e aos impostos de abril de 2024, quando o senhor primeiro-ministro tomou responsabilidades governativas”, disse José Luís Carneiro a Luís Montenegro no debate quinzenal que decorre no parlamento.
Depois de o primeiro-ministro ter anunciado na intervenção inicial do debate uma comparticipação de 25 euros na botija de gás solidária, o secretário-geral do PS referiu que há dois milhões e meio de famílias que são afetadas pelos custos com aquele bem essencial e que ficam fora deste apoio.
“E a pergunta é: está ou não está disponível para apoiar o conjunto das famílias com uma redução de pelo menos 10% sobre o custo com o gás que afeta as famílias e afeta as empresas”, desafiou Carneiro.
Na resposta, e apesar de dizer que não queria “entrar numa competição”, Luís Montenegro comparou os tempos de decisão dos governos do PS em relação às medidas tomadas para responder aos impactos da guerra na Ucrânia.
“Relativamente à botija solidária, demoraram 35 dias a ser decidido, nós demorámos 15. Relativamente ao gasóleo profissional, demoraram 133 dias, nós demorámos 15”, exemplificou, insistindo que “é preciso equilíbrio e ponderação” e, tal como fizeram os governos do PS ir “modelando as medidas, mediante aquilo que era a necessidade e a adequação”.
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