
Pemba, Moçambique, 17 mar 2026 (Lusa) — O Ministério Público (MP) moçambicano avançou hoje que abriu um processo-crime e está a investigar uma suposta exportação ilegal de cerca de 400 contentores com madeira em toro, a partir do porto de Pemba, na província de Cabo Delgado.
Em causa está uma denúncia anónima submetida à Procuradoria Provincial apontando para a exportação, de forma ilegal, de pouco mais de 400 contentores, contendo madeira em toro, a partir do porto de Pemba, no norte de Moçambique, com o Ministério Público a adiantar que já instaurou um processo-crime e investiga o caso.
“Na eventualidade de terem acontecido como são relatados ou acrescerem-se outros factos que determinem a necessidade de responsabilização, é exatamente isso que vai ser feito”, disse o porta-voz da PGR, Gilroy Fazenda, citado hoje pela comunicação social.
Em dezembro, a Lusa noticiou que Moçambique perde anualmente 500 milhões de dólares (424,3 milhões de euros) em práticas “insustentáveis” no setor florestal, como a exploração madeireira ilegal e a agricultura de corte e queima, estimou o Forest Stewardship Council (FSC).
De acordo com um comunicado daquela Organização Não-Governamental (ONG), que promove a gestão florestal responsável em todo o mundo, o setor florestal sustenta milhões de moçambicanos rurais através da madeira, carvão vegetal, emprego e outras atividades florestais.
Em agosto de 2024, o Procurador-geral moçambicano disse que o país vai deixar os “discursos inconsequentes” e avançar com medidas punitivas contra fiscais envolvidos no desflorestamento e exploração ilegal de recursos florestais.
A Lusa noticiou em março do ano passado que o Governo moçambicano previa na altura contratar 750 fiscais este ano para os portos, postos fronteiriços e áreas de conservação.
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