
Maputo, 13 mar 2026 (Lusa) — Quase 252 mil jovens moçambicanos foram recenseados na campanha de recenseamento militar de 2026, menos 1,7% face a 2025, com Cabo Delgado, afetada por ataques terroristas, a superar as metas previstas, foi hoje anunciado.
“Cabo Delgado não só atingiu a meta, apesar das situações que temos ouvido, mas também ultrapassou a meta em 9%, portanto teve uma execução de 109%. Tinha sido planificado recensear 15.789 mancebos, mas foram recenseados 17.265 jovens, dos quais 12.392 do sexo masculino e 4.864 do sexo feminino”, disse o diretor nacional de Recursos Humanos do Ministério da Defesa Nacional, coronel Jorge Delfim Leonel.
O balanço foi apresentado hoje, em conferência de imprensa, em Maputo, pelo responsável, que destacou os resultados da 29.ª campanha de recenseamento militar, realizada entre 02 de janeiro e 28 de fevereiro, dirigida aos jovens nascidos no ano de 2008.
De acordo com o responsável, foram recenseados 251.961 jovens em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares de Moçambique no estrangeiro, dos quais 156.371 homens e 95.590 mulheres, superando a meta inicialmente estabelecida de recensear 221.141 jovens, o que corresponde a uma execução global de 113,94%.
O processo decorreu sob o lema “Recenseamento Militar Engajando Jovens ao Serviço da Pátria para o Fortalecimento da Paz e da Soberania Nacional”, tendo sido criados 1.670 postos de recenseamento militar, dos quais 1.499 fixos e 171 móveis, acrescentou.
Destacaram-se as províncias de Maputo-Província, Zambézia e Manica, que superaram em mais de 20% as metas de recenseamento militar estabelecidas para a campanha deste ano.
Comparativamente ao mesmo período do ano passado, registou-se um decréscimo de 1,7%, uma vez que em 2025 tinham sido recenseados 255.700 jovens, situação que as autoridades associam às condições climáticas adversas registadas este ano nas províncias de Maputo e Gaza, no sul do país.
“Importa referir que este decréscimo deveu-se às intensas chuvas e inundações que afetaram sobretudo as regiões sul e centro do país, aliadas ao adiamento do arranque do ano letivo escolar”, explicou.
Jorge Delfim Leonel acrescentou que, terminado o período normal de recenseamento, decorre até 31 de março o período de regularização para os jovens que não conseguiram cumprir a obrigação dentro do prazo: “O jovem que não tenha sido recenseado por qualquer motivo pode dirigir-se aos centros provinciais de recrutamento e mobilização de cada província para efeitos de recenseamento”.
Além do território nacional, o recenseamento também decorreu nas missões diplomáticas e consulares de Moçambique no estrangeiro, onde foram registados 43 jovens, sendo 23 homens e 20 mulheres.
Segundo o responsável, foram recenseados jovens em países como Argentina, Botsuana, Tanzânia, África do Sul, Etiópia, Maláui, Portugal e China.
EYMZ // VM
Lusa/Fim
