Aguiar-Branco destaca “marca de moderação, lealdade e serviço público” de Morais Sarmento

Lisboa, 07 mar 2026 (Lusa) — O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, lamentou hoje a morte do antigo ministro Nuno Morais Sarmento e considerou que “deixa uma marca de moderação, lealdade e serviço público”.

“Advogado, deputado, ministro e presidente da FLAD, deixa uma marca de moderação, lealdade e serviço público e, no combate à doença, um testemunho de resistência e amor à vida”, escreveu Aguiar-Branco, numa mensagem publicada no Instagram.

O presidente da Assembleia da República e deputado do PSD “lamenta profundamente a morte de Nuno Morais Sarmento”, de quem foi colega de Governo. Os dois fizeram parte do executivo PSD/CDS-PP chefiado por Pedro Santana Lopes.

“À família endereça, com amizade pessoal, sentidas condolências”, lê-se na mensagem.

Nuno Morais Sarmento foi ministro da Presidência do XV Governo, chefiado por José Manuel Durão Barroso, entre 2002 e 2004, e depois ministro de Estado e da Presidência, também com a tutela dos Assuntos Parlamentares, do XVI Governo chefiado por Pedro Santana Lopes, até 2005 — dois executivos de coligação PSD/CDS-PP. 

No PSD, foi vice-presidente nas direções de Durão Barroso e de Santana Lopes e, mais recentemente, de Rui Rio. 

Teve nos últimos anos um cancro no pâncreas, que obrigou a prolongadas hospitalizações e várias cirurgias. Depois disso, foi presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) entre agosto de 2024 e janeiro deste ano, quando apresentou a demissão invocando falta de condições pessoais e de saúde.

Nuno de Albuquerque de Morais Sarmento, nascido em Lisboa, em 31 de janeiro de 1961, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, em 1984, com uma pós-graduação em Direito Comunitário, pela mesma universidade, em 1996.

Foi também assessor da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, membro fundador da Comissão Nacional de Proteção de Dados, membro do Conselho Superior do Ministério Público e da Autoridade de Controlo Comum de Schengen.

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