Rui Rio recorda ligação de quase 50 anos a Nuno Morais Sarmento

Redação, 07 mar 2026 (Lusa) – O antigo presidente social-democrata Rui Rio recordou a sua ligação de quase 50 anos a Nuno Morais Sarmento, antigo ministro hoje falecido, e que foi seu vice-presidente no PSD.

“Parte também um pouco de nós, quando desaparece alguém com quem privamos durante quase 50 anos. Até sempre, Nuno”, escreveu Rui Rio na rede social X.

Nuno Morais Sarmento foi vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD nas lideranças de José Manuel Durão Barroso, de Pedro Santana Lopes e de Rui Rio. Durante a direção de Manuela Ferreira Leite, entre 2008 e 2010, foi presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD.

Foi ministro da Presidência do XV Governo Constitucional (2002-2004), quando tutelou a RTP e ministro de Estado da Presidência e dos Assuntos Parlamentares do XVI Governo (2004-2005). Foi ainda, entre outros, membro do Conselho Superior do Ministério Público e membro fundador da Comissão Nacional de Proteção de Dados.

No PSD, Morais Sarmento foi também vice-presidente da Distrital de Lisboa, vogal da Comissão Política de Secção de Lisboa, vogal da Comissão Política Nacional e conselheiro nacional em diversos mandatos.

Foi adjunto da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, administrador do Hospital do Alcoitão, assessor jurídico do Alto-Comissário para o Projeto Vida e membro da Comissão Nacional de Proteção de Dados Pessoais. Em 1995, passou a representar Portugal na Autoridade de Controlo Comum de Schengen.

Nuno Albuquerque de Morais Sarmento nasceu em 11 de janeiro de 1961, em São Sebastião da Pedreira, em Lisboa.

Formou-se em Direito na Universidade Católica Portuguesa, que frequentou entre 1978 e 1984. É pós-graduado pela mesma instituição em Direito Comunitário. Foi advogado, sócio na área de resolução de litígios da PLMJ. “Com 30 anos de experiência, dedicou-se à arbitragem, contencioso e resolução de litígios, com foco especial no mercado de moçambicano”, acrescenta-se.

Nuno Morais Sarmento teve nos últimos anos um cancro no pâncreas, que obrigou a prolongadas hospitalizações e várias cirurgias. Depois disso, foi presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) entre agosto de 2024 e janeiro deste ano, quando apresentou a demissão invocando falta de condições pessoais e de saúde.

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