
Lisboa, 07 mar 2026 (Lusa) — O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, manifestou hoje a sua tristeza pela morte de Nuno Morais Sarmento, que recordou como um “político muito frontal, corajoso e combativo”.
O advogado, antigo ministro da Presidência e dirigente do PSD Nuno Morais Sarmento morreu hoje, aos 65 anos.
“A notícia da morte de Nuno Morais Sarmento entristece-me profundamente. Apesar das diferenças das nossas ideias políticas, vi sempre nele um homem e um político muito frontal, corajoso e combativo”, afirmou José Luís Carneiro, numa mensagem enviada à agência Lusa.
Para o secretário-geral do PS, a morte de Nuno Morais Sarmento “é uma perda para o país”.
“Transmito as minhas sentidas condolências à sua família, aos seus amigos e ao seu partido, o PSD”, acrescentou.
Nuno Morais Sarmento foi ministro da Presidência do XV Governo, chefiado por José Manuel Durão Barroso, entre 2002 e 2004, e depois ministro de Estado e da Presidência, também com a tutela dos Assuntos Parlamentares, do XVI Governo chefiado por Pedro Santana Lopes, até 2005 — dois executivos de coligação PSD/CDS-PP.
No PSD, foi vice-presidente nas direções de Durão Barroso – que sucedeu a Marcelo Rebelo de Sousa na liderança do partido – e, mais recentemente, de Rui Rio.
Teve nos últimos anos um cancro no pâncreas que obrigou a prolongadas hospitalizações e várias cirurgias. Depois disso, foi presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) entre agosto de 2024 e janeiro deste ano, quando apresentou a demissão invocando falta de condições pessoais e de saúde.
Nuno de Albuquerque de Morais Sarmento, nascido em Lisboa, em 31 de janeiro de 1961, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, em 1984, com uma pós-graduação em Direito Comunitário, pelo Centro de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa, em 1996.
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