
Díli, 04 mar 2026 (Lusa) — O Banco Central de Timor-Leste (BCTL) alertou hoje para a circulação no território nacional de moedas falsas de 200 centavos (dois dólares) de 2017 e pediu à população para estar atenta.
“Queremos informar o público que, neste momento, o BCTL está a trabalhar em conjunto com as autoridades competentes”, disse o responsável pelas operações monetárias do BCTL, António Espírito Santo, em conferência de imprensa, em Díli.
António Espírito Santo explicou que as moedas falsas foram identificadas na sexta-feira, quando bancos comerciais a operar no país levaram moedas ao BCTL para troca.
“A moeda falsa produzida por estes criminosos tenta imitar a original, mas não é igual. Tecnicamente, existem várias diferenças” às quais é preciso estar atento, disse António Espírito Santo.
A moeda original de 200 centavos é de boa qualidade, pesada e além da inscrição do ano 2017 tem a marca BCTL em letras pequenas, o desenho do Monte Matebian com um búfalo no campo, bem como a inscrição “República Democrática de Timor-Leste”, com acento no “Ú” e no “Á”, explicou o responsável.
O superintendente assistente chefe das operações da Direção do Serviço de Investigação Criminal, Mouzinho Correia, afirmou que as autoridades estão a procurar os autores do crime e que o processo de investigação está em curso.
“No caso destas moedas falsas, o Estado é a principal vítima, assim como a comunidade. Por isso, os nossos agentes no terreno estão a procurar os responsáveis”, declarou o comandante da polícia de investigação.
As moedas falsas, segundo aquelas autoridades, podem estar a circular em mercados, lojas, estações de serviço, vendedores ambulantes e outros locais de compra e venda de bens.
O BCTL e a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) apelam à população em todo o território nacional para verificar com atenção as moedas, sempre que realize transações.
“Caso, durante uma transação suspeitem de uma moeda falsa de 200 centavos, não a devolvam à circulação. Devem comunicar imediatamente ao banco central ou às autoridades de segurança”, apelou o gerente de operações monetárias.
António Espírito Santo pediu também aos cidadãos que, caso vejam ou suspeitem de indivíduos na posse de grandes quantidades de moedas falsas de 200 centavos, informem de imediato as autoridades competentes, como a PNTL ou a Polícia Científica de Investigação Criminal (PSIC).
“Quando os criminosos forem identificados, o Banco Central e as autoridades de segurança tomarão as medidas adequadas, de acordo com as competências atribuídas por lei”, concluiu António Espírito Santo.
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