Valor da reserva financeira de Macau subiu 7,6% até novembro

Macau, China, 28 jan 2026 (Lusa) — Os ativos da reserva financeira de Macau valorizaram-se em 7,6% nos primeiros 11 meses do ano passado e estão perto de fixar um novo recorde máximo, foi hoje anunciado.

Segundo a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), a reserva valia no final de novembro 663,2 mil milhões de patacas (69,4 mil milhões de euros), mais 47 mil milhões de patacas (4,92 mil milhões de euros) do que no final de 2024.

Um balanço publicado no Boletim Oficial da região semiautónoma chinesa mostra que a reserva já se valorizou mais do que em 2024, ano em que os ativos subiram 35,7 mil milhões de patacas (3,74 mil milhões de euros).

O melhor ano de sempre para a reserva financeira foi 2019, antes do início da pandemia, quando os ativos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas (7,39 mil milhões de euros).

O valor atingido no final de novembro é o segundo mais elevado de sempre, só aquém do recorde de 663,6 mil milhões de patacas (69,5 mil milhões de euros), fixado em fevereiro de 2021, apesar do território estar então em plena pandemia.

Ainda assim, de acordo com a AMCM, a valorização da reserva abrandou em novembro, mês em que ganhou 2,15 mil milhões de patacas (224,6 milhões de euros), menos 198,3 milhões de patacas (20,8 milhões de euros) do que o aumento de outubro.

O valor da reserva extraordinária no final de novembro era de 456,5 mil milhões de patacas (47,8 mil milhões de euros) e a reserva básica, equivalente a 150% do orçamento público de Macau, era de 167,3 mil milhões de patacas (17,5 mil milhões de euros).

O orçamento inicial do território para 2025 previa uma subida de 7% nas despesas totais, para 109,4 mil milhões de patacas (11,5 mil milhões de euros).

Mas a Assembleia Legislativa (AL; parlamento) aprovou em julho uma proposta apresentada pelo Governo para um novo orçamento, que inclui um aumento extra de 2,86 mil milhões de patacas (299,3 milhões de euros) nas despesas.

Em novembro, a AL deu também luz verde, por unanimidade, ao orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas (11,9 mil milhões de euros).

Investimentos subcontratados representam a maior fatia da reserva financeira de Macau, 283,2 mil milhões de patacas (29,6 mil milhões de euros), que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 272 mil milhões de patacas (28,5 mil milhões de euros) e até títulos de crédito no montante de 104,4 mil milhões de patacas (10,9 mil milhões de euros).

Em 2024, os investimentos renderam à reserva financeira quase 31 mil milhões de patacas (3,24 mil milhões de euros), correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 5,3%, disse a AMCM, no final de fevereiro de 2025.

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