
No Canadá, apenas cerca de 40 % dos trabalhadores participam em planos de pensão patrocinados pelo empregador, e mudanças no mercado laboral, como o aumento de trabalho temporário, independente ou por contrato, estão a reduzir ainda mais essa cobertura tradicional. Muitos que não têm pensão parecem também despreparados financeiramente para a reforma, levantando questões sobre a segurança de rendimento a longo prazo.
Perante este desafio, cresce o interesse em veículos de poupança para a reforma que sejam portáteis, com baixos custos e gestão profissional, e que os trabalhadores possam levar de um emprego para outro, independentemente da participação do empregador. Esses instrumentos existem em formas como ‘Registered Retirement Savings Plans’ (RRSPs) e ‘Tax-free Savings Accounts’ (TFSAs), mas não replicam características importantes de planos coletivos, como melhores taxas de custo ou opções de decumulação.
Um exemplo já em operação no país é o ‘Saskatchewan Pension Plan’ (SPP), um plano de contribuição definida sem fins lucrativos com membros em várias regiões do Canadá. O SPP oferece opções de rendimento após os 55 anos e, ao longo de décadas, alcançou retornos líquidos anuais médios elevados comparativamente a muitos produtos de retalho.
O plano tem um rácio de despesas inferior a 1% e permite contribuições individuais limitadas apenas pelo espaço de RRSP de cada pessoa, mantendo os fundos portáteis entre empregadores. Apesar de ter aprovação para operar a nível nacional, o SPP ainda enfrenta limitações de visibilidade e restrições de publicidade fora de Saskatchewan, reduzindo a sua capacidade de servir como modelo mais amplo.
A modernização regulatória e a expansão de visibilidade nacional de modelos como o SPP, bem como a exploração de outras soluções coletivas sem fins lucrativos, poderiam alargar as opções de segurança de rendimento na reforma para trabalhadores que hoje ficam descobertos.
