
O acordo entre Ottawa e Pequim que reduz tarifas sobre veículos eléctricos chineses está a gerar polémica no governo de Ontário.
O primeiro-ministro Mark Carney defende que a iniciativa pode criar oportunidades para os trabalhadores canadianos e diversificar parcerias no setor automóvel.Mas o líder do Governo de Ontário reagiu com críticas duras e preocupações de segurança.
Ford descreveu o acordo como um erro que ameaça a indústria automóvel local e advertiu que a tecnologia integrada nestes veículos poderia ser usada para recolher informações pessoais, incluindo conversas telefónicas dos utilizadores.
Esta polémica reflete divisões entre diferentes níveis de governo no Canadá, com provinciais a instar o executivo federal a dar mais atenção às consequências para empregos e cadeias de abastecimento.
Sindicatos da indústria automóvel também expressaram receios de que a entrada de carros a baixo custo possa prejudicar fabricantes e trabalhadores locais.
Por outro lado, analistas económicos observam que a quota inicial de veículos chineses é limitada e que o acordo prevê condições pensadas para incentivar investimento no mercado interno, incluindo preços mais baixos para consumidores e potenciais parcerias entre empresas canadianas e fabricantes estrangeiros.
No centro do debate está a busca de um equilíbrio entre segurança nacional, competitividade económica e integração num sector automóvel global em rápida transformação. As repercussões desta decisão podem moldar políticas comerciais e industriais no Canadá por muitos anos.
