
Cada vez mais a Inteligência Artificial (IA) é assunto de conversa. Mas será que todos sabemos como conviver com esta inovação?
Foi isso que a conferência ‘Who’s Afraid of IA?’ (Quem tem medo da IA?), coapresentada pelo BMO Lab for Creative Research in the Arts, Performance, Emerging Technologies and IA da Universidade de Toronto (U of T) e pela University College, procurou esclarecer.
A conferência uniu disciplinas e reuniu diversas perspetivas sobre uma tecnologia revolucionária que está a mudar a forma como vivemos e trabalhamos – e talvez até mesmo o nosso lugar no mundo.
O vencedor do Prémio Nobel Geoffrey Hinton e a também renomada especialista em IA Fei Fei Li, marcaram presença entre os oradores do evento da U of T.
Há três ‘insights’ extraídos da conferência sobre como o futuro da IA vai moldar o futuro para todos.
Primeiro, é preciso aprender a coexistir com a IA ao invés de tentar controlá-la. A proposta é de Hinton e Li, enfatizando a necessidade de projetar sistemas que possam coexistir com a humanidade, mesmo que superem a inteligência humana.
Por sua vez, Jutta Treviranus, diretora do Centro de Pesquisa em Design Inclusivo e professora da Faculdade de Design da OCAD University, Eryk Salvaggio, artista multimédia e membro da Tech Press Policy, e Donnarumma, artista, diretor de palco e inventor, alertam que é necessário questionar os dados que alimentam a IA se as projeções forem a inovação inclusiva.
Raciocínio estatístico e linguagem técnica e científica são exemplos de informações que excluem alguns grupos de utilizar inteligência artificial, sendo importante a adaptação dos conteúdos a todos os públicos.
Por fim, embora a IA possa superar os humanos no raciocínio matemático ou técnico, a conversação com o ser humano deve continuar a ser humana. A ideia foi defendida por Jennifer Nagel, professora do departamento de filosofia da Universidade de Toronto Mississauga, Jeanette Winterson, autora e membro da Royal Society of Literature, e Leif Weatherby, diretor do Laboratório de Teoria Digital da Universidade de Nova York.
