
O Canadá regista um aumento significativo de infeções por gripe, com reflexo direto no número de hospitalizações e na atividade do vírus em grande parte do território.
Os dados mais recentes das autoridades de saúde mostram que a taxa de internamentos por gripe quase duplicou numa semana, acompanhando uma subida acentuada do número de casos detetados. Milhares de testes realizados em todo o país apresentam agora resultados positivos, indicando uma circulação intensa do vírus, sobretudo no início do inverno.
Este crescimento não se limita aos hospitais. O número de surtos identificados em comunidades e instituições aumentou de forma expressiva, abrangendo dezenas de regiões em várias províncias e territórios. Em algumas zonas, a atividade gripal é classificada como generalizada, o que significa que a transmissão ocorre de forma sustentada na comunidade.
As faixas etárias mais afetadas são os adultos com 65 ou mais anos e as crianças pequenas, em especial as com menos de cinco anos. Uma parte significativa dos novos casos envolve jovens e adolescentes, o que contribui para a rápida disseminação em escolas e outros espaços coletivos.
A estirpe predominante é a influenza A(H3N2), identificada tanto no Canadá como nos Estados Unidos da América (EUA), de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Esta variante está associada a épocas gripais mais intensas e a um maior risco de complicações em grupos vulneráveis.
Em várias províncias, os serviços de urgência enfrentam um aumento acentuado da procura, com hospitais a lidar com um número elevado de doentes com sintomas respiratórios. As autoridades de saúde continuam a recomendar a vacinação contra a gripe como uma medida importante para reduzir o risco de doença grave e de internamento, sobretudo entre os mais jovens e os mais idosos.
