
Washington, 30 nov 2025 (Lusa) – Os Estados Unidos (EUA), que atualmente têm um destacamento militar na costa da Venezuela, ofereceram ao Presidente Nicolás Maduro a opção de “ir para a Rússia” ou para outro país, afirmou hoje o senador norte-americano Markwayne Mullin.
“Aliás, demos a Maduro a oportunidade de se ir embora”, disse o senador republicano do Oklahoma à estação norte-americana CNN.
“Dissemos-lhe que poderia ir para a Rússia ou para outro país”, acrescentou.
Estas declarações surgem no meio de tensões crescentes entre os Estados Unidos e a Venezuela.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou um grande destacamento militar no mar das Caraíbas e alertou no sábado que considera o espaço aéreo venezuelano “completamente fechado”, depois de ter enviado para a região o maior porta-aviões do mundo.
Trump justifica estas operações acusando Caracas de estar por detrás do tráfico de droga que inunda o mercado norte-americano, mas Nicolás Maduro nega estas acusações e acusa Washington de usar um pretexto para o derrubar, provocar uma mudança de regime na Venezuela e apoderar-se das reservas de petróleo do país.
No poder desde 2013, o Presidente venezuelano socialista é o herdeiro político de Hugo Chávez, uma figura de destaque da esquerda radical na América Latina. Foi reeleito em 2024, após uma eleição contestada, que desencadeou protestos no país, que foram fortemente reprimidos e levaram a centenas de detenções.
“O próprio povo venezuelano também se manifestou e disse que quer um novo líder e a restauração da Venezuela como país”, disse ainda Mullin à CNN.
No sábado, o senador republicano Lindsey Graham também considerou abertamente a possibilidade de uma mudança de regime na Venezuela.
“Durante mais de uma década, Maduro controlou um Estado narcoterrorista que está a envenenar os Estados Unidos”, declarou na rede social X, chamando o Presidente venezuelano de “líder ilegítimo”.
“O firme compromisso do Presidente Trump em pôr fim a esta loucura na Venezuela salvará inúmeras vidas americanas e dará ao querido povo venezuelano uma nova oportunidade de vida”, prosseguiu Lindsey Graham, sugerindo que Maduro poderá ser forçado a exilar-se.
“Ouvi dizer que a Turquia e o Irão são locais encantadores para visitar nesta altura do ano”, acrescentou.
Nos últimos dias, foi registada uma atividade constante de caças norte-americanos a apenas algumas dezenas de quilómetros da costa venezuelana, segundo sites de rastreamento de aeronaves.
O jornal The New York Times avançou que Trump e Maduro falaram recentemente ao telefone sobre um possível encontro nos Estados Unidos.
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