
Lisboa, 21 nov 2025 (Lusa) — O chefe da missão de observadores eleitorais da CPLP na Guiné-Bissau, Luís Diogo de Carvalho, afirmou hoje, em Bissau, que, pelo que constataram no terreno, estão reunidas as condições para a votação no domingo.
O general angolano falava após uma audiência com o Presidente guineense cessante e candidato à reeleição, Umaro Sissoco Embaló, que atualmente é também presidente em exercício da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em declarações aos jornalistas reproduzidas nas redes sociais.
Respondendo a uma pergunta sobre qual o balanço que faz das consultas com diversas entidades participantes no processo eleitoral, Luís de Carvalho observou, que por aquilo que a sua equipa constatou no terreno, estão reunidas as condições para a votação.
“Por aquilo que constatámos neste curto espaço de tempo que estamos aqui, sim. Mas o nosso trabalho ainda não acabou. Nós precisamos de verificar como vai decorrer o processo de votação”, sublinhou o responsável.
O chefe da Missão da CPLP de Observação (MOE) às eleições presidenciais e legislativas de domingo na Guiné-Bissau afirmou que mantiveram encontros com “outros candidatos”, sem especificar quais, e com a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Luís de Carvalho disse que o organismo de administração eleitoral informou a MOE sobre todos os dados para o preparativo do processo que deverá culminar, no domingo, com a votação para escolha de novos deputados ao parlamento e do chefe de Estado.
O general angolano caracterizou o encontro com a CNE como o “mais importante”, nomeadamente ao informar a MOE de que a instituição tem estruturas espalhadas por todo o país.
Luís de Carvalho frisou que a missão tem como atribuições observar e verificar todo o processo eleitoral, nomeadamente a última fase da campanha eleitoral, o processo da votação, e do apuramento dos resultados.
O chefe da missão de observação da comunidade lusófona prometeu proferir uma declaração no final de todo este processo.
A Guiné-Bissau tem marcadas para domingo eleições gerais, presidenciais e legislativas, com 12 candidatos à Presidência da República e 14 candidaturas aos 102 lugares da Assembleia Nacional Popular.
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