Moçambique quer tornar aquacultura em fonte de proteína animal mais barata 

Maputo, 20 nov 2025 (Lusa) – O ministro da Agricultura e Pescas moçambicano, Roberto Albino, defendeu hoje a aposta do país na aquacultura, por ser a fonte de proteína mais barata, face à redução dos custos da ração e adoção de técnicas produtivas apropriadas.

“A aquacultura deve ser a fonte da proteína mais barata para o nosso povo. Não há dúvida de que, se fizermos a aquacultura de forma comercial, reduzindo os custos da ração e adotando técnicas apropriadas, podemos extrair desta atividade a proteína animal que o país necessita”, disse o governante, citado hoje numa informação do ministério, sobre a abertura da reunião nacional de aquacultura, em Sofala. 

 De acordo com o governante, é necessário que haja investimentos em toda a cadeia de valor moçambicana, incluindo a melhoria dos tanques piscícolas, qualidade da água, produção de alevinos, disponibilidade de ração a preços acessíveis, observância das normas sanitárias, maneio, colheita e processamento, um processo que exige reformas capazes de promover a reestruturação profunda do subsetor. 

“Temos muitas partes a faltar. Temos que entrar em qualquer loja de insumos agrícolas e encontrar lá o que precisamos, sem precisar de fazer ginástica”, disse, defendendo a necessidade da criação de uma rede nacional exclusivamente dedicada à aquacultura em Moçambique. 

Moçambique produz cerca de quatro milhões de toneladas por ano em aquacultura, sendo que metade desta produção é proveniente das águas interiores e a outra metade das águas marinhas, cifra que, segundo o ministro, está ainda muito aquém das potencialidades existentes. 

Contudo, em relação ao camarão de aquacultura, a produção industrial atingiu cerca de 670 toneladas em 2010, antes de registar um declínio acentuado até 2022, “devido ao surto da doença da mancha branca, situando-se então nas 190 toneladas”, refere-se na nota.

Acrescenta-se que o peixe de água doce, a produção artesanal e de pequena escala regista crescimento significativo, passando de cerca de 260 toneladas em 2010 para perto de 2.700 toneladas em 2022. 

Para o governante, o Programa de Aceleração da Produção Pesqueira vai dar um contributo substancial para o alcance destas metas nacionais de combater a fome e a desnutrição, através do aumento da produção e produtividade, além da melhoria da dieta alimentar da população.

 

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