
Porto, 20 nov 2025 (Lusa) – A 12.ª edição do Porto/Post/Doc arranca hoje com um filme de Carla Simón, “Romaria”, no Batalha – Centro de Cinema, apresentando até 29 de novembro 135 filmes sob o mote “O Tempo de Uma Viagem”.
Nas sessões de abertura e encerramento a organização selecionou filmes sobre a família, começando hoje, pelas 21:15, no Batalha com “Romaria”, de Carla Simón, e fechando com “Pai Mãe Irmã Irmão”, de Jim Jarmusch, no dia 29, pelas 21:15, também no Batalha.
Além de um programa temático com o mote da edição como título, o Porto/Post/Doc conta com oito filmes na competição internacional, outros 22 na de médias e curtas-metragens, 11 no Cinema Falado, dedicado a produções em língua portuguesa, além de secções para novos talentos nacionais e o Transmission, ligado à música.
Monica Stromdahl traz a competição “Pardieiros Americanos”, sobre a crise habitacional nos Estados Unidos, enquanto “Short Summer”, de Nastia Korkia, leva o espectador até à guerra na Rússia, e Igor Bezinovic reencena a ocupação de Fiume pelo poeta Gabriele d’Anunzio e 300 outras pessoas durante 16 meses, em 1919, em “Fiume ou Morte!”.
Entre a produção nacional, Tomás Baltazar apresenta “Cabo do Mundo” em antestreia mundial, como “Infinito Infinito, Na Imaginação da Matéria”, de Mariana Caló e Francisco Queimadela, enquanto “Bulakna”, de Leonor Noivo, questiona os fluxos migratórios de trabalhadoras domésticas das Filipinas e “Ku Handza”, de André Guiomar, passado em Maputo.
Em foco estarão dois cineastas, Lina Soualem, nascida em 1990 em Paris, filha de pai argelino e de mãe palestiniana, que apresenta os filmes “A Argélia Deles” e “Bye Bye Tiberias”, assim como a série “Oussekine”, além de uma carta branca e de orientar uma aula.
Por outro lado, Andrei Ujica é apresentado pelo festival como “figura central do documentário europeu”, com apresentação integral da sua obra, situada entre o ensaio e a ficção.
“O festival tem um tema, que é abrangente às várias secções, o tempo de uma viagem. Aqui, o tempo de uma viagem também é o tempo de um filme. Em cada sessão, vamos fazer uma viagem, na companhia de refugiados, exilados, pessoas à procura de si mesmas, prisioneiros em licença de fim de semana, pessoas que fogem de perseguição certa por questões de etnia… é esse o tempo de uma viagem que estruturamos para esta edição”, disse à Lusa o diretor, Dario Oliveira.
O festival decorrerá sobretudo no Batalha – Centro de Cinema e no Passos Manuel, tendo também sessões no Planetário do Porto, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e no Rivoli, entre outros.
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