
O primeiro-ministro Mark Carney chegou à Alemanha na noite de 25 de agosto, com o objetivo de reforçar os laços comerciais e de defesa com a maior economia da Europa.
A visita ocorre num momento marcado pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos da América (EUA) e pelas preocupações globais de segurança devido à guerra da Rússia na Ucrânia.
Carney esteve em Kiev para o Dia da Independência da Ucrânia, a 24 de agosto, e em Varsóvia no dia seguinte, onde reuniu com o primeiro-ministro polaco Donald Tusk. O Canadá e a Polónia anunciaram uma nova parceria estratégica em comércio, defesa, aviação, cibersegurança e energia limpa.
Em Berlim, a 26 de agosto, o Canadá assinou com a Alemanha uma parceria para o fornecimento de minerais críticos, prevendo financiamento público conjunto em projetos de recursos naturais. O ministro Tim Hodgson destacou que o país tem condições para desenvolver cadeias de abastecimento “da mina aos ímanes”.
Três empresas canadianas do setor mineiro assinaram acordos de cooperação com empresas alemãs. Carney acrescentou que os dois países vão também cooperar em energia, incluindo gás natural liquefeito e hidrogénio, além de novos investimentos portuários em Montreal e Churchill.
Ainda em Berlim, Ottawa anunciou que reduziu a lista de fornecedores para a nova frota de submarinos a duas empresas: uma alemã e outra sul-coreana Hanwha Ocean. O Canadá pretende substituir os atuais quatro submarinos da classe Victoria por até 12 novas unidades na próxima década.
Enquanto isso, em Brasília, a 25 de agosto, o ministro Maninder Sindhu anunciou com o Mercosul a retoma das negociações para um acordo de livre comércio. O bloco, atualmente presidido pelo Brasil, inclui ainda Argentina, Uruguai e Paraguai, com a Bolívia em processo de adesão.
Os novos acordos e contactos acontecem durante novo capítulo da guerra comercial com os EUA. O dia 26 de agosto foi a data do regresso do ministro Dominic LeBlanc a Washington, para reunião com Howard Lutnick, secretário do Comércio dos EUA, após a suspensão de algumas tarifas retaliatórias por parte de Ottawa.