
Moscovo, 23 jun 2025 (Lusa) — A NATO está a causar uma corrida ao armamento no mundo, declarou hoje o Presidente russo, anunciando o reforço da trÃade nuclear com novos bombardeiros Tu-160M e mÃsseis balÃsticos intercontinentais RS-24 Yars.
“Sabemos que na cimeira da NATO [que começa na terça-feira em Haia] está previsto anunciar o inÃcio de um programa em grande escala para continuar a aumentar o potencial da Aliança”, afirmou Vladimir Putin, ao discursar perante um grupo de licenciados de escolas e academias militares, num ato transmitido em direto pela televisão russa.
“Para a implementação, os orçamentos militares dos paÃses-membros serão aumentados. […] Disto conclui-se claramente quem é que realmente provoca uma militarização global e uma corrida ao armamento”, acrescentou.
Putin, que se referiu expressamente ao novo limite de 5% do produto interno bruto (PIB) em gastos com armamento que os aliados devem acordar, garantiu que os Estados-membros da NATO já gastam neste setor “mais do que todos os paÃses do mundo juntos”, de acordo com a agência de notÃcias Interfax.
Nesse sentido, Putin referiu que a Aliança Atlântica “tenta justificar” essa ambição em defesa recorrendo à “ideia de ameaças” por parte da Rússia, a “algum tipo de possÃvel invasão” de territórios que replicaria a ofensiva que ainda continua em aberto na Ucrânia e que começou em fevereiro de 2022.
“Inventaram esta história e repetem-na ano após ano”, salientou Putin, que descreveu estas suspeitas recorrentes sobre os planos de Moscovo como “mentiras descaradas”.
O Presidente russo aproveitou o discurso numa reunião com estudantes militares para anunciar um reforço da “trÃade nuclear”, um termo com o qual se conhecem as Forças Nucleares Estratégicas e que inclui mÃsseis intercontinentais, submarinos atómicos e aviação estratégica.
Mais concretamente, Putin, que avançou que o governo vai continuar a prestar “especial atenção” a esta trÃade, confirmou a incorporação de novos mÃsseis Yars e bombardeiros Tu-160-M.
Além disso, a Rússia iniciou a produção em série do mÃssil de médio alcance Oreshnik, que, segundo Putin, “demonstrou um excelente desempenho em combate”.
As Forças Armadas russas já utilizaram este mÃssil hipersónico para bombardear a Ucrânia.
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