
Beira, Moçambique, 12 jun (Lusa) – O lÃder da Renamo, Afonso Dhlakama, recuou hoje na posição do uso da força para tomar governos provinciais no centro e norte de Moçambique e deu um novo prazo para o diálogo com o Presidente moçambicano.
“Vamos insistir na negociação por respeito à democracia”, afirmou Afonso Dhlakama, lÃder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, dando um prazo de três dias, a contar a partir de hoje, para começar as negociações da “descentralização do Estado”, cobrindo a totalidade das 11 provÃncias do paÃs, em vez das seis que reivindicava anteriormente.
“Vamos estender as autarquias para as 11 provÃncias, para evitar equÃvocos de que queremos dividir o paÃs”, disse Dhlakama no final do Conselho Nacional da Renamo, que, na quinta-feira tinha deliberado tomar pela força os governos das seis regiões onde o partido de oposição reclama vitória nas últimas eleições, além da criação de uma polÃcia e da redistribuição do efetivo militar contra eventuais ataques do Governo.



