
Londres, 27 mai (Lusa) – A Amnistia Internacional acusou hoje o movimento palestiniano Hamas de praticar “uma campanha brutal de raptos, tortura e homicídios” contra alegados colaboradores de Israel e simpatizantes do partido palestiniano Fatah, durante a ofensiva israelita de 2014 em Gaza.
Num relatório intitulado: “‘Estrangular Pescoços’: Raptos, tortura e execuções sumárias de Palestinianos pelas forças do Hamas durante o conflito de 2014 entre Gaza e Israel”, a Amnistia denuncia uma série de abusos que são, para o diretor do Programa do Médio Oriente e Norte de África da Amnistia Internacional (AI), Philip Luther, “ações arrepiantes, algumas das quais constituindo crimes de guerra”.
Entre os abusos relatados estão as execuções extrajudiciais de pelo menos 23 palestinianos e “a prisão e tortura de dezenas de outros”, incluindo “membros e apoiantes” da Fatah, principal rival político do Hamas na Faixa de Gaza.
