TERCEIRO BLOCO DE AUDITORIA DA DELOITTE AO BES REITERA INDÍCIOS DE “GESTÃO RUINOSA”

LusaLisboa, 30 abr (Lusa) – O terceiro bloco da auditoria que a Deloitte conduziu ao Banco Espírito Santo (BES) reitera os indícios de que terá havido uma “gestão ruinosa” no banco “em detrimento dos depositantes, investidores e demais credores”.

Tais atos de gestão ruinosa terão sido “praticados pelos membros dos órgãos sociais” do BES, indica o texto, a que a agência Lusa teve hoje acesso e que foi enviado na segunda-feira pelo Banco de Portugal à comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES).

O terceiro bloco incide no passivo financeiro da ESI, e segue-se à revelação em semanas recentes dos dois primeiros momentos do texto: primeiro sobre a exposição do BES ao BES Angola (BESA) – no qual se apontava também para “gestão ruinosa” – e uma outra parte mais global na qual era dado como certo que a administração do BES liderada por Ricardo Salgado “desobedeceu ao Banco de Portugal 21 vezes, entre dezembro de 2013 e julho de 2014”, praticando “atos dolosos de gestão ruinosa”.