
Bruxelas, 27 abr (Lusa) — O Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) sublinhou hoje que um eventual reembolso antecipado da totalidade dos empréstimos contraídos por Portugal junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) significaria a saída desta instituição da monitorização pós-programa.
Em declarações à Lusa, um porta-voz do FEEF apontou que, até ao momento, o fundo não recebeu um pedido formal de Portugal, referindo que, se o mesmo for apresentado, “os Estados-membros terão que estar de acordo” com a amortização de toda a dívida ao FMI, e “tendo em conta que a monitorização pós-programa pelo FMI em Portugal seria descontinuada assim que deixe de haver exposição ao FMI”.
Indicando que o FEEF “toma nota” da intenção anunciada na passada sexta-feira pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o porta-voz lembrou que “qualquer decisão” depende da concordância dos Estados-membros, já que estes terão que aceitar renunciar a uma cláusula nos contratos de empréstimos concedidos no quadro do programa de assistência financeira, que prevê que reembolsos antecipados tenham que ser proporcionais entre todos os credores (e Portugal só tenciona, mais uma vez, pagar mais cedo os empréstimos do FMI).
