
Lisboa, 18 abr (Lusa) — Um estudo sobre crianças sinalizadas pelas comissões de proteção de menores revela que apenas em 17% dos casos analisados os relatos dos jovens vítimas de maus-tratos coincidem com as provas que as comissões conseguiram reunir.
“Vários tipos de maltrato na infância não são detetados pelas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), mesmo quando as crianças são sinalizadas” por estes organismos, conclui o estudo de doutoramento realizado na Universidade do Minho, Escola de Psicologia.
O autor da investigação, Ricardo Pinto, disse à agência Lusa que o estudo procurou saber como é que jovens que foram identificadas pelas CPCJ como maltratados na infância descreviam as experiências abusivas de que foram vítimas.
