Porto, 09 abr (Lusa) – A Ordem dos Médicos do Norte considerou hoje que aumentar o número de utentes por médico de família “compromete a qualidade do ato médico”, vendo a medida como “um sinal claro e inequívoco do desnorte da política de Saúde”.
Em comunicado, o Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos (CRNOM) critica o projeto do Governo que visa, de acordo com notícia publicada hoje no Jornal de Notícias, dar mais 600 doentes a cada médico, uma medida apresentada como transitória, por três anos, para zonas com maiores carências destes profissionais.
“Embora esta intenção não seja propriamente uma novidade, a verdade é que o reforço da aposta nesta medida é mais um sinal claro e inequívoco do desnorte da política de Saúde do atual ministro. Sobretudo nos últimos meses, e perante as constantes notícias de carências em inúmeras unidades de saúde, o ministro Paulo Macedo tem anunciado medidas em catadupa, procurando dar soluções para os problemas por si próprio criados”, lê-se na nota.
