
Caniçal, Madeira, 27 mar (Lusa) — O presidente cessante do governo madeirense, Alberto João Jardim, afirmou hoje que a região não vai deixar de exigir respeito com a “mudança de um ciclo político”, assegurando que vai participar na vida política como um “cidadão mais livre”.
Na inauguração de um barco de pesca no Caniçal, concelho de Machico, o social-democrata, que esteve ausente da campanha para as legislativas regionais de domingo, lembrou que o “primeiro ciclo de autonomia” foi aproveitado para renovar a frota pesqueira e falou da dívida do arquipélago para declarar que o Estado português não tem o direito de tratar a Madeira “à parte”, quando aproveitou “dois terços” do que a região produziu.
“Não aceito qualquer passividade, não aceito que se pense que a mudança de um ciclo político da Madeira seja o fim da história. Ela ainda mal começou, porque nós, madeirenses, não deixamos de exigir que seja feita justiça ao esforço que demos à pátria comum durante seis séculos”, afirmou, no discurso, avisando que agora “a língua [poderá] estar ainda mais solta” para dizer o que não podia enquanto presidente.
