
As autoridades canadianas prenderam um ex-polícia da RCMP por ser alegadamente um espião da China. Ao que tudo indica, William Majcher ajudou Pequim a “identificar e intimidar” uma pessoa não identificada.
William Majcher foi preso no sábado, dia 22 de julho, pela polícia canadiana, que acusou o ex-oficial da Real Polícia Montada do Canadá (Royal Canadian Mounted Police – RCMP) de espiar para a China.
Segundo a RCMP, William Majcher, de 60 anos e natural de Hong Kong, “alegadamente usou o seu conhecimento e extensa rede de contactos no Canadá para obter inteligência ou serviços para beneficiar a República Popular da China.
O processo começou no final de 2021 e, segundo a polícia do Canadá, William Majcher “contribuiu para os esforços do Governo chinês para identificar e intimidar um indivíduo fora do alcance da lei canadiana”.
William Majcher, que foi preso pela polícia canadiana, compareceu, no dia 22 de julho, a um juiz em Montreal e, segundo a agência EFE, é a primeira vez que um indivíduo é acusado no Canadá de interferência estrangeira nos assuntos internos do país.
Esta prisão ocorreu após a imprensa do Canadá publicar, nos últimos meses, notícias dando conta de que os serviços de inteligência canadianos (Canadian Security Intelligence Service – CSIS) detetaram campanhas de interferência das autoridades chinesas nas eleições gerais canadianas.
Um dos relatórios publicados indica que o CSIS sabia, desde 2021, que as autoridades chinesas estavam interessadas em obter informações sobre os parentes do deputado canadiano Michael Chong para lhes impor “potenciais sanções”.
Os mesmos relatos identificaram um diplomata chinês em Ottawa, Zhao Wei, na tentativa de localizar familiares do deputado, que se crê vivam em Hong Kong.
Em maio, a ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Mélanie Joly, anunciou a expulsão do diplomata chinês e declarou que o país não tolerará qualquer forma de interferência estrangeira nos assuntos internos.
