
Lisboa, 24 mar (Lusa) – O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, disse hoje não querer alimentar uma “guerra” com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) sobre o BES, mas sublinha que foi o banco que esteve “no terreno”.
Não quero alimentar nenhuma guerra entre reguladores, mas o que posso dizer é que quem estava no terreno fomos nós, quem pediu a intervenção fomos nós. Não fizemos para substituir os outros, fizemos porque entendemos que era nosso dever”, declarou Carlos Costa na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES).
O responsável falava sobre a dívida da Espírito Santo International (ESI) e a descoberta de passivos maiores que o expectável, tendo Carlos Costa lembrado que o BdP “não supervisiona emitentes não financeiros”, casos da ‘holding’ em questão.
