
RoseAnne Archibald já não é mais chefe nacional da Assembleia das Primeiras Nações. A líder indígena foi destituída, num dia negro para a comunidade. Investigadores sugerem 88 possíveis sepulturas numa escola residencial no norte de Alberta.
Investigadores da Universidade de Alberta encontraram recentemente provas de 88 potenciais sepulturas não marcadas perto da escola Residencial Indígena de S. Bruno em Joussard, no norte da província, a cerca de 335 quilómetros de Edmonton.
Kisha Supernant, que é da região e liderou a pesquisa, disse que o projeto se centrou nas áreas apontadas pelos sobreviventes da escola residencial e pelos anciãos da comunidade.
A equipa de investigadores inspecionou 4.500 metros quadrados de terreno, utilizando um radar de penetração no solo para procurar fossas ou poços de sepulturas.
Kisha Supernant disse que a equipa encontrou sinais de sepulturas não marcadas fora da área do cemitério da escola em dois locais, um deles perto da oficina nos terrenos da escola, o outro perto da residência do padre.
Entretanto, os chefes da Assembleia das Primeiras Nações votaram a favor da destituição de RoseAnne Archibald do cargo de chefe nacional.
A moção precisava do apoio de 60% dos líderes das Primeiras Nações presentes para ser aprovada. Acabou por obter 71%, ou seja, 163 dos 231 votos expressos.
A eleição de um novo chefe nacional terá lugar na assembleia anual especial dos chefes, em dezembro.
Os problemas aumentaram em junho de 2022, quando cinco dos funcionários superiores acusaram Archibald de má conduta. Os chefes regionais da Assembleia das Primeiras Nações lançaram então um inquérito externo sobre a conduta da agora ex-líder nacional.
