JERÓNIMO E CARVALHAS (PCP) SOBEM TOM CONTRA “EURO FORTE” E BRUXELAS

LusaLisboa, 10 mar (Lusa) – O secretário-geral do PCP e o seu antecessor, Carlos Carvalhas, engrossaram hoje as vozes contra o “euro forte” e as imposições da União Europeia, reiterando a necessidade de uma política alternativa e de juntar esforços a outros países.

“É obrigação de um futuro governo, que assuma efetivamente a defesa dos interesses nacionais, dos trabalhadores e do povo, preparar o país para a saída do euro, por iniciativa própria ou forçada por terceiros, num processo que pressupõe ser articulado com outros países a braços com os mesmos problemas”, defendeu Jerónimo de Sousa, na primeira de várias audições com representantes de diversos setores da sociedade, em Lisboa, com vista à elaboração do programa eleitoral comunista para as eleições legislativas.

Segundo o líder do PCP, o partido “não tem qualquer dúvida sobre a incompatibilidade da permanência num euro forte e na União Económica e Monetária e uma política alternativa capaz de travar o rumo para o desastre em curso” e “é uma certeza que hoje poucos questionam de que Portugal perdeu muito com o euro e é cada vez mais evidente que ainda pode perder mais”.