Tecnologia no Canadá: Justiça canadiana aprova fusão da Rogers e da Shaw

Foto: ShawCommunications
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O Tribunal da Concorrência do Canadá deu luz verde à fusão de 20 mil milhões da Rogers e da Shaw. Mas a saga ainda não acabou. Além de um eventual apelo da decisão, a transação requer a aprovação de Justin Trudeau.

A justiça do Canadá decidiu a favor da Rogers Communications Inc. e da Shaw Communications Inc. num importante caso de ‘anti-trust’, isto é, um processo referente ao combate de práticas de monopólio. Com efeito, um dos obstáculos finais para a união de duas das maiores empresas de telecomunicações do país foi eliminado.

O comissário federal ‘anti-trust’ não conseguiu provar que o acordo causaria danos significativos à concorrência no setor, disse o Tribunal da Concorrência num resumo da sua decisão, divulgado na quinta-feira, dia 29 de dezembro. A fusão da Rogers e da Shaw “provavelmente não resultará em preços substancialmente mais altos” ou num declínio nos serviços ou na inovação, concluiu o tribunal.

Trata-se de uma grande vitória para as empresas canadianas. Fica assim concluído um processo legal de sete meses que atrasou a concretização do negócio de 20 mil milhões de dólares.

Mas a saga ainda não acabou. O comissário da concorrência, Matthew Boswell, pode tentar apelar da decisão e, mesmo que não o faça, a transação ainda requer a aprovação do Governo do primeiro-ministro Justin Trudeau.

“Estou muito desapontado com o facto de o Tribunal ter rejeitado o nosso pedido para bloquear a fusão entre a Rogers e a Shaw. Estamos a considerar cuidadosamente os nossos próximos passos”, disse Boswell em comunicado.

Já a Rogers e a Shaw aplaudiram a decisão e estenderam o prazo para concluir o negócio para 31 de janeiro de 2023. As empresas esperavam fechar o acordo até o final deste ano.