
Terminou hoje, com um acordo histórico, a cimeira da biodiversidade em Montreal. Os países comprometeram-se a fazer o esforço mais significativo de sempre para proteger as terras e oceanos de todo o mundo.
As nações presentes na COP15 concordaram em proteger um terço do planeta até 2030 num acordo histórico que visa preservar a biodiversidade.
Foram também acordadas metas para a proteção de ecossistemas vitais, como florestas tropicais e pântanos, e dos direitos dos povos indígenas.
O acordo na cimeira da biodiversidade da ONU em Montreal, foi firmado na manhã desta segunda-feira, dia 19 de dezembro.
O encontro foi transferido da China e adiado devido à Covid-19.
A China, que esteve no comando da reunião, fechou o acordo, apesar de uma objeção de última hora da República Democrática do Congo.
O secretário-geral da ONU elogiou o acordo. O ex-primeiro-ministro português António Guterres diz que “estamos finalmente a começar a forjar um pacto de paz com a natureza”.
Os principais pontos do acordo incluem:
- Manter, melhorar e restaurar ecossistemas, incluindo parar com a extinção de espécies e manter a diversidade genética;
- O “uso sustentável” da biodiversidade, garantindo que espécies e habitats continuem a assegurar serviços a humanidade, como alimentos e água potável;
- Assegurar que os benefícios dos recursos da natureza, como remédios que vêm de plantas, sejam partilhados de forma justa e igualitária e que os direitos dos povos indígenas sejam protegidos;
- E pagar e investir recursos na biodiversidade, garantindo que o dinheiro e os esforços de conservação cheguem onde são necessários.
