
O papel de setor financeiro na biodiversidade global foi hoje o tema central das discussões na COP15, em Montreal. Recorde-se que a conferência internacional decorre até ao dia 19 de dezembro.
O papel do dinheiro privado e da indústria na preservação dos ecossistemas naturais foi debatido esta quarta-feira, dia 14 de dezembro, na Conferência da Biodiversidade (COP15) em Montreal.
Enquanto os negociadores procuram fechar um acordo geral de conservação, também estão a ser promovidos debates sobre como os fluxos globais de capital podem ser aproveitados para trabalhar com a natureza, em vez de explorá-la.
Números das Nações Unidas sugerem que esses fluxos de capital são agora mais parte do problema do que da solução.
A ONU diz que, em 2019, as indústrias que prejudicam a biodiversidade receberam dinheiro dos principais bancos de investimento, num montante igual ao PIB do Canadá – cerca de 3,5 biliões de dólares.
A maior parte desse dinheiro foi para agricultura, pesca, combustíveis fósseis e silvicultura.
Por outro lado, o dinheiro dedicado à conservação foi de 200 mil milhões, no máximo.
Os delegados da convenção já passaram dias a conversar sobre como os países ricos devem ajudar os pobres a financiar a conservação. A maior parte da biodiversidade mundial está concentrada no sul do planeta.
