
Mais de metade das crianças e jovens que recorreram a serviços de saúde mental nos últimos seis meses dizem que não foi fácil receber atendimento. É o que revela um novo estudo do Instituto Canadiano de Informações sobre Saúde (CIHI).
A organização conversou com 4 mil pessoas em todo o Canadá através de um inquérito online. Descobriu que, em 2022, três em cada cinco crianças e jovens dos 12 aos 24 anos com necessidades iniciais autodeclaradas acederam a serviços de saúde mental e relacionados com o consumo de substâncias.
Em geral, os homens pedem menos ajuda quando enfrentam problemas de saúde mental ou de uso de substâncias.
Cerca de metade dos meninos e rapazes conseguiram aceder a serviços de intervenção precoce, em comparação com mais de 60% das mulheres e 80% das crianças e jovens transgénero e não-binários.
Vários grupos queixam-se de ter pouco acesso aos serviços de saúde mental. Incluem-se pessoas transgénero ou não-binárias, homossexuais, pessoas com escolaridade inferior ao ensino secundário e indivÃduos de famÃlias com rendimentos baixos.
O CIHI acredita que a pandemia é, em parte, responsável por essas barreiras, uma vez que desencadeou mudanças na prestação de serviços e desafios financeiros.
Por outro lado, a organização considera que estes dados podem ajudar as autoridades a resolver as lacunas no acesso aos serviços de saúde mental.



