Covid-19 no Canadá: Theresa Tam prepara-se para “piores cenários” e apela à vacinação

FOTO: THERESA TAM TWITTER
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A diretora geral da saúde pública do Canadá diz estar a preparar-se para o “pior cenário” no que toca às variantes da Covid-19, uma vez que os primeiros sinais mostram um reaparecimento do vírus. Numa conferência perante os deputados no comité de saúde da Câmara dos Comuns, Theresa Tam disse esta terça-feira que a decisão de restaurar as medidas de restrição, tais como o uso obrigatório da máscara e o encerramento de escolas, é da responsabilidade das províncias e territórios do país.

A diretora geral da saúde pública do Canadá disse na última terça-feira que os canadianos deveriam receber a dose de uma vacina bivalente recentemente autorizada para evitar o pior dos cenários: o reaparecimento da Covid-19.

“Globalmente, a imunidade da população pode estar a diminuir e a deixar-nos menos protegidos”, disse Theresa Tam no comité de saúde da Câmara dos Comuns.

“As hospitalizações estão elevadas ou mesmo a aumentar em algumas áreas e isto pode ser um sinal precoce de um ressurgimento da queda”.

Theresa Tam garantiu que a Agência de Saúde Pública do Canadá está de olho na evolução das variantes da Ómicron, que são as subvariantes mais comuns no país.

Os EUA, segundo Theresa Tam viram três vezes mais mortes per capita relacionadas com a Covid-19 do que o Canadá, porque o país vizinho adotou uma abordagem mais permissiva em relação ao vírus.

“O resultado para o Canadá tem sido relativamente bom”, disse Tam.

Theresa Tam disse também que a decisão de restaurar as medidas de restrição, tais como o uso obrigatório da máscara e o encerramento de escolas, pertence às províncias e territórios do país.

“É um equilíbrio entre a redução da transmissão e os seus impactos e, naturalmente, os potenciais efeitos negativos destas medidas numa sociedade”.

Tam diz que, nos primeiros dias da pandemia, o vírus sofreria mutações de todos os tipos, porque não existia imunidade contra infeções ou vacinas anteriores.

Agora, diz ela, as mutações foram restringidas à medida que o vírus é pressionado a encontrar formas de escapar à imunidade.

A diretora geral da saúde pública do Canadá diz que o pior cenário possível é que as variantes encontram uma forma de contornar a eficácia das vacinas.

Apenas 18% da população canadiana recebeu uma vacina nos últimos seis meses.

“Este é um problema, porque se sabe que a proteção vacinal diminui com o tempo”, garantiu Theresa Tam.